Especial: Crítica de O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus


"O derradeiro. Agora conhecida como a última produção da qual o ator Heath Ledger teve contato antes de sua morte.

O novo longa do diretor Terry Gilliam, que também assina o roteiro, é simplesmente fantástico. Ele teve estreia em dezembro nos Estados Unidos e só agora, chega aos cinemas nacionais. Uma pena para quem teve de esperar tanto…

A trama gira em torno de Tony, um sujeito que entra para a trupe do Dr. Parnassus (Christopher Plummer) para ajudá-lo a salvar sua filha, Valentina (Lily Cole), das garras do Diabo (Tom Waits) do qual o Dr. vive fazendo apostas. Como Ledger não conseguiu terminar as filmagens por motivos óbvios, seu personagem também foi interpretado por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel.

Atuações:

Mesmo não participando inteiramente da produção, a atuação de Ledger é muito boa. Nota-se o tão bem que o papel do Coringa fez ao ator. É notável sua evolução. Chegou ao auge e não pode nos presentear ainda mais com o seu talento. Depp, Law e Farrel em nenhum momento comprometem o personagem. Fazem boas atuações dentro daquilo que o personagem exigia em momentos diferentes.

Plummer é sensacional como o Dr. Parnassus. Seu papel é impactante, carregado de reflexão. Cole, que vive sua filha, também faz um bom trabalho. Guarde o nome dela, pois com certeza figurará em futuras produções. O Diabo vivido por Waits, merece entrar para o hall dos melhores demônios do cinema: É sútil, arrogante, inteligente.

Os outros personagens saem-se muito bem. Principalmente, o anão.

Roteiro:

Ótimo. Pode até ser confuso de acompanhar em alguns trechos, pois fica-se maravilhado com o mundo do qual Gilliam deu vida na mente do Dr., mas ainda assim, uma história original, reflexiva e nem por isso, triste. Apenas realista da sua própria maneira.

Direção:

Gilliam é conhecido pela produção de Monty Python, um clássico cult. Sua direção é na medida. Ela explora o potencial de cada ator. Pode-se dizer que cria uma química perfeita entre sua visão e os atores. Os torna empenhados. Gosto do seu estilo desde que assisti a adaptação de Irmãos Grimm, que também contou com Ledger, mas que só pecou no fraco roteiro. Foi muito cru.

Edição de Som:

Definitivamente um dos pontos altos do longa. A edição está muito bom. Você reconhece e intriga-se pela história muito pela mixagem, a trilha exposta nas cenas etc. Um belo trabalho.

Considerações finais:

Apesar da tristeza pela morte de Ledger, a equipe toda está de parabéns pela produção. Não é um filme de grande orçamento, mas ainda assim uma produção muito profissional. Sua história é tocante. E creio que isso que ela queria passar. Afinal, o mundo precisa que as pessoas continuem contando histórias. Caso contrário, qual será o caminho? Todos precisamos fazer escolhas. Sempre…e sempre."

Fonte: Mirando no Cinema

1 comentários:

Leanda Livia disse...

Adorava ele!
estou reproduzindo o figurino do seu personagem ''casanova''
e com certeza assistirei esse filme!

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